Direto de Johannesburgo (África do Sul)
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Presidente Lula visitou o Morumbi nesta semana para conhecer o projeto para a Copa de 2014
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Johannesburgo é, basta olhar, uma cidade rica, onde há, houve sempre, dinheiro. Lá de Soweto, que já foi gueto e hoje abriga classes médias mas também miseráveis, se enxerga de onde brotou muito, muito dinheiro por mais de um século.
É uma montanha feita por mãos humanas. Um enorme aterro, erguido para tapar a cratera onde por décadas e décadas os escravos do apartheid cavaram ouro. É desse choque entre bilionários e deserdados que nasceu e prosperou a violência de hoje em Johannesburgo.
Um dos abrigos para quem tem grana é o shopping center, suprema ironia, denominado Nelson Mandela; justamente o homem-símbolo do fim do apartheid. O shopping, uma ilha de segurança, com lojas finíssimas, restaurantes caros, embora ruins.
Num desses restaurantes, o Ghirardellis, almoçava nesta semana um naipe de brasileiros. Dois deles ex-empresários do mundo boleiro que, salvo engano, já puxaram uma cana. Em algum momento por lá passaram também funcionários da FIFA.
Um dos rapazes, o mais falante, era assustador. Entre o calvo e a cabeça raspada, terno escuro, sempre a proferir certezas. Lombrosiano. Estávamos numa mesa próxima, entreouvimos de repente:
-…no Rio, em Setembro, eu vou cuidar da segurança!!!
Brrrrrrr.
Ficamos olhando aqueles sujeitos, imaginando, tentando sacar o que tramam aqui nas bandas da África. “Copa no Brasil” foi expressão diversas vezes repetida.
Naquela mesma tarde o Coronel Nunes, o já célebre Chefe da delegação do Brasil, cometeu seu sincericídio. Disse que Johannesburgo tem “toque de recolher às seis da tarde”, “vivalma nas ruas à noite”, manifestou temor em trazer a família à Copa.
No dia seguinte, qual Maysa, seu mundo caiu. Ricardo Teixeira em pessoa emitiu uma desautorização oficial à opinião do Coronel. Disse, inclusive, que aqui está e aqui estará com a família no próximo ano.
E ele está mesmo. Hoje almoçou no Butcher que, como diz o nome, “Açougueiro”, é um restaurante de carnes.
Fica logo à entrada, à frente e à direita da estátua do Mandela. Nessa semana correu aqui, de boca-em-boca, a história do Lula, do Teixeira e do Morumbi.
Lula, o presidente, visitou o Morumbi como sabem vocês por aí. O governador Serra, o prefeito Kassab, lá estiveram. O ministro dos Esportes, Orlando Silva, também estava.
Lula foi e voltou de Congonhas de helicóptero. Na parte privada da visita, com presidentes de clubes, demorou-se por meia hora.
Lá, segundo testemunhas, teria dito à Lula, com todos aqueles recheios de linguagem popular, que o estádio para a Copa 2014 em São Paulo é o Morumbi.
E que Ricardo Teixeira deveria “baixar a bola”. Pelo menos um dentre a dezena de presentes me confirmou a história; como se sabe, nesse cipoal de interesses é preciso ter cautela.
Como se deve fazer, busquei ouvir o outro lado. No caso, o do Teixeira.
Os seus juram de pés juntos que, primeiro, não ganharão “dinheiro com estádios”. E que os interessados em tanto têm residência em São Paulo.
Informam, em seguida, que a FIFA quer o Morumbi, desde que atendidos os tais seis requisitos que o projeto do São Paulo não contemplou. E que tudo seria uma questão de “engenharia”.
Deve ser mesmo, esperemos, uma questão que uma simples “engenharia” resolve; antes que outros “engenheiros” aprontem daquelas obras costumeiras. Com os custos habituais. Como no Pan.
Deve ser porque se o problema é, ao final e ao cabo, de espaços contíguos, parece ser mais barato negociar tais espaços privados ao redor do estádio do que construir um novo.
E quando me lembro do campinho universitário em Stanford, Califórnia, onde o Brasil jogou na Copa 94, tudo isso se torna ainda mais estranho. Ou por demais evidente.
Domingo a final contra os EUA. Hoje é sexta, vamos jantar fora. No shopping Mandela.
(Tudo pelo jornalismo.)
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Foto: AP
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Bob, um marketeiro qualquer de plantão QUER MUDAR O ESCUDO DO ESPORTE CLUBE BAHIA! Dê uma olhada no site oficial do clube, que já adotou a barbaridade. Isso é um absurdo, pior do que rebaixar o time para a Série C.
Caraca! O maior Panettone de Frutinhas que existe é o Morumbi? Que definição porreta feita aqui em uns dos comentários. Uma definição real mesmo do Estádio e os seus iguais rsrsrs. Taí! Concordo. É olha que eles querem que a ABERTURA seja lá. Gulosos rsrsrs
Oque??? A copa do mundo vai ser realizada aqui no Brasil??? mentira…voçes tão de sacanagem comigo!!!!!!!!!!!!!!E o salário mínimo 460,00….
Gambá, vai continuar sem estádio, alugando pra poder jogar. Estava pensando que o curintia iria ganhar um estádio de graça ? Pode chorar, espernear, tirar a calçinha e pisar em cima.
É inacreditavel demitir um técnico ganhador, vencedor, competente como o Muricy. É lamentavel a decisao tomada pela Diretoria do SPFC que desta vez cometeu um erro que a muito tempo nao cometia.
Esparamos que o pior nao venha ocorrer no futuro com a contratacao do Leao, já pensou? Pior que isto só contratando o Nelsinho Pique para pilotar o carrinho de emergencia.
Abraco