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jun
25

Vitória da paciência. E da estrela.

Publicado às 19:27 24 comentários
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Direto de Johannesburgo (África do Sul)

 

Daniel Alves marcou em jogo de paciência. Brilharam a aposta e a estrela de Dunga

.

Vitória da experiência e da maior qualidade, da paciência, da aposta certa e da estrela de Dunga ao trocar André Santos por Daniel Alves já no final, aos 36.
 
Vitória contra um time que treina para isso há 40 dias, que jogava a mais importante partida da sua história.
 
Noite gelada no Ellis Park, sob o impacto de uma tarde em Soweto.
 
O gueto dos tempos do apartheid é hoje um bairro também classe média em suas franjas, mas nas baixadas a miséria em nada difere da que se vê logo ao longo da marginal Tietê, em São Paulo, das periferias de qualquer grande cidade do Brasil.
 
A diferença está no peso da história recentíssima, nas marcas da dor, da opressão.
 
No monumento a Hector Pieterson, o menino morto pela polícia em 16 de junho de 1976, não há como não sentir um nó na garganta diante da imagem lendária, da brutalidade de um regime congelada em uma foto.

 

 

Foto legendária de Hector Pieterson: perplexidade mundial

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Mbuysa Makhubu segura nos braços o menino morto a tiros. A seu lado, o desespero, a dor da irmã de Hector Pieterson. Ao fundo, a comoção, a perplexidade de quem assiste à cena naquele 16 de junho.
 
Mbuysa, perseguido pelo regime, fugiu primeiro para Botswana, foi visto pela última vez na Nigéria. Restaram a foto e a lenda. Na mesma praça do monumento inaugurado por Nelson Mandela em 1992, o museu em nome do mártir Pieterson.
 
Quem já viu Auschwitz, soube de Sobibor, Dachau, dos navios negreiros, da Palestina, sabe que palavras não bastam para descrever tanto ódio, dor e miséria humana.
 
Joseph Kgatlga, 37 anos, nascido numa tribo Zulu, é guia da visita. Estanca à porta do museu. Recusa-se a entrar, explica-se:
-Eu não consigo entrar aí, me faz mal…
 
À saída os porteiros fazem a mesma pergunta que fizeram camareiras, motoristas, garçons, que se ouve por Johannesburgo nesta quinta-feira:
-Bafana, Bafana vai ganhar do Brasil?
 
A derrota da Espanha campeã europeia diante do azarão EUA incendiou corações e mentes na África do Sul.
 
Bafana, o mesmo que boys, garotos. Já estamos no Ellis Park. O jogo começa daqui meia hora, mas no estádio, com vazios onde os ingressos são mais caros, as infernais vuvuzelas e os gritos pelos Bafana, Bafana.
 
Câmeras na torcida, e num cartaz:
-(Joel) Santana is South African.
 
E noutro:
-Mandela is Brazilian.
 
Difícil tirar as mãos dos bolsos do casaco e batucar no teclado, dedos congelando. Dez graus, sensação térmica de oito e o ventinho cortante.
 
Começa.
 
Os Bafana não parecem nervosos, ponto para o treinador-boleiro Joel Santana. Sem bola recuam todos, armam duas linhas de quatro. Joel prometeu uma “Muralha da China”, mas também contra-ataques.
 
Ramires, de esquerda aos 12, primeiro chute a gol. Booth. O único branco do time. É ele tocar na bola e o estádio em coro:
-Booooooooooo….
 
Gaxa bate, rente à trave direita. Quase. Jogo de estudos, bola de pé em pé. Ramires, hoje, não parece tão bem. Será que, como quase sempre, dificuldade contra times africanos, de quem herdamos, que também conhecem a ginga?
 
Felipe Melo inventa, perde a bola, Dunga sacode os braços. André Santos faz falta. Bola alçada e o capitão Mokoena quase faz de cabeça.
 
Luisão faz falta, desnecessária. Perigo aos 28. E Júlio Cesar joga pra escanteio. As vuvuzelas infernizam. Falta grosseira de Felipe Melo, cartão amarelo. Kaká se livra e avança, pela primeira vez, toca pra Ramires…que perde o tempo da bola dentro da área.
 
André Santos, de longe aos 33, segundo chute no gol.
 
Kaká recebe aos 36, grande drible, e chute à esquerda de Khune. Se chega, entra. Ramires rouba, Kaká dispara pela direita aos 41. Chute fraco, Khune segura. Disparo de Piennar meio minuto depois, à direita. Júlio Cesar voa, não acha. Se vai, já era.
 
Falta em André, aos 45 à frente da área. Nada.
 
Fim do primeiro tempo. O Brasil tem mais experiência e talento, a África do Sul equilibra com vigor físico e o jogar em casa. Parada duríssima, os africanos estiveram mais perto. Joel cumpre a promessa, seu time se defende mas também ataca.
 
Nos jogos anteriores, o isolamento de Luis Fabiano não se fez sentir, as jogadas fluíram, pelo meio e pelos lados. Hoje, sem a vantagem da ginga sobre quem também sabe dançar, se evidencia o que falta ao 9 em agilidade, mobilidade e….
 
Recomeço. Frio ainda maior. O Brasil parece mais esperto. Insegurança, seqüência de vacilos na esquerda. Júlio Cesar salva aos 12 uma bola desviada na zaga. Com a ponta dos dedos. Amarelo para André num contra-ataque.
 
Nas poucas que chegam lá na frente Luis Fabiano tem dificuldade no domínio, atrasa a jogada. Não está bem hoje. Hora de mudar, de mais velocidade.
 
Felipe Melo cisca, perde, permite um contra-ataque depois de erro grosseiro de André Santos no ataque.
 
Joel adiantou a marcação do seu time, quatro adiante do meio campo, isola ainda mais o ataque brasileiro. Resta a troca de bolas entre defensores e meio campo, à espera da brecha que não vem.
 
Daniel Alves vai entrar, aos 36. Ramires dá bandeira, se move como se fosse com ele. Sai André Santos, que tem um amarelo, que parece sentir a responsa. Imaginemos o que pensa e sente Kleber lá no banco, mesmo sendo claro que é uma aposta de Dunga.
 
Robinho cai, Dunga chia com o juiz, muito. Felipe e Kaká também. 
 
Faltam 5 para a prorrogação. Se vier, vantagem para quem tiver mais gás. Não vem porque aos 43 Ramires sofre a falta.
 
Foi, mas o juiz marcou também por conta da pressão recente de Dunga e Cia. Daniel Alves, que ensaia em todos os treinos, bate com estilo, lá em cima à esquerda.
 
Brilha a estrela de Dunga, que enfiou Daniel na esquerda, em busca da velocidade, de uma bola parada. Jogadores reconhecem, abraçam o treinador.  
 
Luis Fabiano, só, de esquerda, perde o gol que liquidaria de vez. Não é a sua noite. Ele sai, entra Kleberson.
 
Fim. Brasil na final, contra os EUA.
 
Vitória de um time paciente, maduro, numa noite sem brilhos. Joel Santana armou bem seu time, disse que buscaria jogar de igual para igual e jogou, mesmo marcando muito. Disse também, na véspera:
-O Brasil é qualidade, talento, não se pode errar contra uma seleção como a do Brasil. Basta um erro e já era. Se vencermos será feriado nacional.
 
O feriado não veio.
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Comentários

24 comentários Comentar
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  1. Ligia Postado em: 25 de junho, às 19:54

    Nossa Bob, como sempre você me emociona com seu jeito prático e poético de escrever! Parabéns pelas belas palavras sempre! Você é mesmo um maestro quando se trata de escrever! Mas… A Seleção brasileira, precisa aprender jogar sob forte marcação, se quiser chegar longe. O bom é que as estrelas sempre brilham quando precisam delas! Hoje, com Robinho, Kaká, Luis Fabiano e até o Ramirez apagados… foi a vez do Dunga fazer algo prestável, e é claro do Daniel, um grande jogador sempre, acertar aquele belo chute e colocar o Brasil na final!!!

  2. Ricardo P Postado em: 25 de junho, às 19:57

    Náo iria ser um jogo fácil mesmo. Sabíamos que o time deles jogaria este jogo como sendo o mais importante de sua história. Diante de toda esta atmosfera criada em volta desta partida, o placar “magrinho” de 1 x 0 foi bom para nós. Fiquei satisfeito pelo Brasil e pela África do Sul, país que já visitei e me apaixonei de verdade. Parabéns a todos: Dunga, jogadores do Brasil, Mr. Joel e jogadores do Bafana, Bafana.

  3. Noe Postado em: 25 de junho, às 20:08

    Com todo respeitos… Belas palavras, belo texto. Bonito lembrar e tocar tudo que o país já passou. Passei batido. Perdao, mas queria saber como que discorreria sobre o jogo. Li e discordo. Jogo Feio. Dunga burro (paciencia tive eu de esperar ele altera…e colocar um direito em um esquerdo) e achar que ele é Deus. Ganhamos e FEIO…muito FEIO.

  4. Alex Postado em: 25 de junho, às 20:42

    Olha Noe!!!
    O jogo foi muito bonito.
    Não sei o que vc viu de feio. Poucas faltas, jogo de toque de bola. Não podemos considerar o jogo feio pq o Brasil não meteu goleada. E parabéns pelo texto. Gostoso de ler e faz quem não viu a partida imaginar o cenário.

  5. paulo Postado em: 25 de junho, às 20:48

    Que pena, noe, que você passou um belo texto. perde mais do que perdeu a seleção da Africa do sul. Esta pelo menos aprendeu alguma coisa…

  6. saulo Postado em: 25 de junho, às 20:50

    É isto aí. Emocionante saber do ccontexto. Emocionante reviver o jogo. E haja paci^}encia! Dificil!!!!!!!!!!!!!!

  7. ´Ligia Postado em: 25 de junho, às 20:54

    É ganhamos feio… mas ganhamos… e ninguém disse q Dunga é Deus… só q fez uma substituição boa na hora que precisava, um pouco de sorte tb! Mas msm assim valeu! E esse jogo, mto mais do q uma simples partida de futebol (22 correndo atrás de uma bola, como a maioria consegue ver) significa muito mais que isso… Era o jogo… o espetáculo da Vida para esse povo que tanto sofreu… e que infelizmente, ainda sofre… Mas que tem um jeito única de ver a vida e fazer dos acontecimentos coisas mágicas. Só lamento quem perdeu de ler… o que existe por trás disso…

  8. monica Postado em: 25 de junho, às 21:20

    daniel alves é muito metido. e dai que fez o gol? se nao fosse ele, seria outro. nao precisava esnobar1

  9. alfonso henrique Postado em: 25 de junho, às 21:22

    nao foi feio, foi dificil. la no bar idsseram prá nao torcer pro brasil, que se naoperdia. eh isso que vcs ta fazensdo?

  10. George Felipe de Lim Postado em: 25 de junho, às 21:28

    É muito interessante a contraposição de comentários sobre a seleção brasileira. Quando a mesma seleção, com os mesmos talentos individuais e o mesmo acerto do esquema tático ‘ganha de muito’ de adversários inferiores em todos aqueles aspectos, ela é ótima. Quando ela tem de enfrentar um time sabiamente articulado por um Joel Santana, todos os talentos não estiveram ‘no seu dia’, ou ‘o Dunga é burro’… Parece uma amnésia coletiva de que isso é futebol e ele é um jogo e não um disparo de um míssil de alta precisão com 99,99… % de possibilidade de acerto. Estão todos de parabéns, tanto brasileiros como sul-africanos. Como dizem alguns no Brasil “Cada qual com seu cada qual”. Os estóicos sul-africanos de “apartheid’ cessado oficialmente em 1994, receberam os brasileiros elegantemente com uma torcida barulhenta e alegre, para a qual, infelizmente, eu não poderia desejar nada melhor do que um honroso 1X0, já que também tenho meu time, meu país e até mesmo meu apartheid (menos visível, óbvio…). Mas colocar defeito nesse jogo é o cúmulo da parcialidade. O jogo foi lindo!!!

  11. juarez Postado em: 25 de junho, às 21:37

    a verdadeira selessão vai jogar dia primeiro de julho no beira brejo, contra uns gauchos papudos cheios de ser acharem os tais…

  12. Vanilse Terezinha Postado em: 25 de junho, às 22:04

    No meu modesto entendimento de futebol, esse foi o jogo mais bonito até então.
    Mas sinceramente , torci pelos sul africanos e fiquei desolada com a desolação demonstrada nas faces daquele povo tão sofrido, mas cheio de esperança e alegria.
    No mais, parabéns pelo texto.

  13. Bartolomeu Souto Postado em: 25 de junho, às 22:22

    Valeu Dunga. Para vencer qualquer campeonato de curta duração tem que ter a competência necessária para saber o momento do futebol show e de jogar pelo regulamento.Estamos na final pela sua coerência e respeito pelo povo brasileiro. Parabéns Seleção.

  14. maria Postado em: 25 de junho, às 22:33

    O jogo foi dificil, mas foi lindo. O gol foi suado e foi lindo.

  15. daniel Postado em: 25 de junho, às 23:14

    O, Daniel Alves, desculpa… super gol.. mas Michael jackson morreu… Deus foi justo no gol mas foi ingrato na repercussão!

  16. P/ monica Postado em: 25 de junho, às 23:40

    Metido!?!?!? N é qualquer um q bate uma falta com perfeição em um momento daqueles, com a responsabilidade de fazer o gol para levar a sua seleção para a proxima fase…. Fala serio Monica se n sabe n comente….

  17. Achel Tinoco Postado em: 25 de junho, às 23:42

    Vitória da injustiça. E da ruindade. Essa Seleção não inspira nenhuma segurança. Ah, e tem a cara do seu técnico: feia, emburrada, sem arte alguma.

  18. fernando Postado em: 26 de junho, às 03:25

    como sempre, belo texto do Bob, mas discordo completamente do que foi a partida. Eu só queria ter as estatísticas de qto cada jogador brasileiro correu em campo ontem. alguém tem essa informação? foi simplesmente vergonhoso. se o ramirez corre 15km por jogo, ontem não deu nem metade. esse jogo com certeza teve o dedo da FIFA falando pro brasil amolecer. ninguém correu, ninguém marcou, só chutavam de fora da área… senti vergonha de torcer pra uma seleção q se presta a esse papelzinho ridículo por causa de politicagem no futebol. não me importaria nem um pouco de perder de 3×0 da africa do sul, mas jogando futebol! a espanha perdeu do time fraco dos EUA, mas jogou, vc viu garra, jogadores tentando e arrancando os cabelos. ontem o q nós vimos foi um Dunga q não reclamou de nada na partida inteira e um time medíocre q não correu e não fez o q tinha q fazer. simplesmente vergonhoso e acho q a mídia deveria usar o poder q tem pra colocar a boca no trombone ao invés de ficar quieta.

  19. JEOVA DA CUNHA Postado em: 26 de junho, às 07:54

    Parabenizo todos os jogadores da seleção brasileira pela simplicidade demonstrada na vitória de 1×0 contra a África do Sul, em virtude da magnífica garra e sabedoria em saber respeitar a equipe adversária comandada pelo grande treinador Joel Santana. Vamos lá Brasil… Só falta os Estados Unidos no próximo domingo.
    Com muita garra e dedicação seremos Tricampeão da Copa das Confederações.

  20. mayko Postado em: 26 de junho, às 08:25

    Chega a ser piada. O Dunga teve sorte, tirou o André que tava jogado muito bem e colocou um cra que não decidi jogo nenhum. a não ser qu lá no Barcelona o Daniel virou o Messi agora. Acho que é o segundo gol de falta que vejo esse cara fazer na vida. Por acaso vocês vão me falar agora que o Dunga botou ele porque sabia que iria ter uma falta ali e ele iria fazer? Pobre África e grande Júlio César, esse sim o herói do jogo que salvou o Brasil.

  21. Diego Medeiros Postado em: 26 de junho, às 09:15

    Bom para começar ganhar sempre é bom de qualquer forma, mas fala que o Brasil jogou bem também nem tanto, foi um jogo apagado onde Ramires, Felipe Melo não foram sombras do que foram em outros jogos, o Robinho a algum tempo já não vem jogando bem, Kaka teve uma marcação muito forte e a Bola não chegava em Luiz Fabiano, agora por sorte na substituição errada ao meu ver do Dunga ele deu sorte, por que se fosse ao contrario se o Daniel Alves que apóia mais que o André Santos tivesse levado uma bola nas costas e o Brasil tivesse tomado um Gol todos nós hoje estaríamos crucificando o Dunga, por isso acho que a modificação não foi muito errada e deu sorte agora ao Daniel Alves dizendo que ele pode jogar na “Lateral Esquerda” se o Dunga assim o quiser ele simplesmente entro e bateu uma falta e por sorte fez o gol ele pode baixar a bolinha dele que a disputa dele é com o maycom que para mim e bem melhor que ele, a Lateral Esquerda ainda ta em disputa mas acho que o André Leva vantagem assim que ele ficar menos tímido na seleção ele pode apoiar mais e fazer belas partidas, mas para isso não depende só dele tem que cair mais jogadores para esquerda e fazer jogados por aquele lado, mas enfim o Brasil ganhou e tudo indica que seremos campeões no próximo domingo, mas temos que tomar cuidado para não entrarmos com salto alto e ficar igual a todo poderosa Espanha.

  22. André Postado em: 26 de junho, às 14:48

    Joguinho mediocre de uma seleção corrupta.
    Fazer jogo duro com a Africa, não oferecer nenhum perigo e achar que o jogo foi bom é ridículo!
    Escalar Gilberto Silva, Felipe Melo, Andre Dias na Seleção Brasileira, onde deveriam estar os melhores!, é uma tristeza!
    Os únicos jogadores que merecem estar lá são: Kaka, Ramirez, Luis Fabiano, juan, lucio, julio cesar e Nilmar.
    O resto, junta tudo é joga fora!
    Inclusive o Dunga! por favor!

  23. anderson Postado em: 26 de junho, às 20:03

    maison melhor que daniel fala serio viu vc nao sabe nada de futebol vai jogar volei

  24. francari Postado em: 26 de junho, às 23:50

    vitória da paciência de todo o time e da competência do D. Alves, que treinou muito para cobrar com exatidão aquela falta.
    Belo texto, como sempre!

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Sobre

Bob Fernandes

Bob Fernandes cobriu três Copas do Mundo, Copa América 2007 e a Olimpíada em Pequim. É editor-chefe de Terra Magazine.

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